Muitos têm paz para morrer, mas a paz que o Senhor nos dá é a paz de quem já morreu.
Em Cristo, temos a paz de quem já atravessou a morte. O velho homem ficou para trás, a antiga criatura já não existe, um tempo se encerrou, uma forma de ver o mundo morreu, e também aquela perspectiva desalinhada de Deus.
O Senhor nos chama a viver uma paz tão profunda que nos permita descansar como quem entrega a vida, e despertar como quem ressuscita. Levantar-se como Cristo, com a Sua natureza, a Sua mente, o Seu olhar, o Seu propósito. Viver como Ele viveu, caminhar como Ele caminhou, deixando que, em nós, não reste vestígio do que morreu, mas apenas a vida nova que d’Ele nasceu.
Se você não aprende a morrer na sexta-feira para ressuscitar no domingo, permanecerá em escravidão. Morremos para aquilo que a Bíblia nos apresenta como perda de tempo e vida, e ressuscitamos para viver a vida de Cristo! Quando temos a perspectiva de que ressuscitamos para viver a vida de Cristo, significa que começamos a viver de verdade.
Houve um tempo em que as pessoas usavam a cruz em tudo. Faziam o sinal da cruz, marcavam tudo com ela. O motivo era mostrar que ninguém precisava temê-las, porque diante delas existia alguém que morreu e ressuscitou a partir da cruz. Era o sinal de que aquela pessoa era uma nova criatura, foi crucificada com Cristo, e quem existia antes – a velha criatura – não existe mais. Sua perspectiva é a da cruz, a do Cristo ressurreto, do Jesus que venceu a morte – e porque Ele venceu, ela também venceu.
Com o passar do tempo, passaram a demonizar a cruz. Eu mesma já fui duramente confrontada por usar um cordão com a cruz no pescoço. Ora, se a minha marca é a cruz, o que eu deveria usar? A marca de todo cristão é a cruz! Se alguém deseja seguir Jesus, precisa negar a si mesmo, tomar a sua cruz e segui-l’O. A cruz não é um adorno vazio, é identidade. É nela que a nossa vida encontra sentido, direção e verdade. Quando alguém a carrega, ainda que de forma visível, comunica uma maneira de viver e de enxergar o mundo. Isso deveria permanecer vivo em todo aquele que afirma viver a partir da cruz, como quem diz: “Você não precisa temer me contratar, trabalhar comigo, negociar comigo, morar perto de mim ou caminhar ao meu lado, porque a minha vida está fundamentada na cruz.”
(…) Acabe tinha dito a Nabote: “Dê-me a sua vinha para eu usar como horta, já que fica ao lado do meu palácio. Em troca eu lhe darei uma vinha melhor ou, se preferir, eu lhe pagarei, seja qual for o seu valor”. Nabote, contudo, respondeu: “O Senhor me livre de dar a ti a herança dos meus pais!” (1 Reis 21.1-3). Essa história foi o estopim para que Deus liberasse uma sentença sobre a casa de Acabe, e que não teria volta.
O fato de Acabe ter se entristecido e se indignado revela que não compreendeu o valor da herança que o outro recebeu. Para quem pensa assim, tudo tem preço, tudo pode ser negociado. Por isso, se aborrece quando confrontam a lógica dele. Incomoda-se quando encontra alguém que não se vende, que não troca o que é eterno por vantagens momentâneas. Para Acabe, era quase impossível compreender um homem como Nabote. E isso ainda hoje se repete, quem não entende o valor de uma herança também não compreende que há coisas que não se negociam, porque carregam um valor que não se pode medir.
Pessoas como Acabe não entendem os Nabotes da vida. Elas cedem às pressões, às circunstâncias, se intimidam, fazem o que a própria consciência diz que não deve ser feito. Vendem-se por covardia, por uma oferta, por uma vantagem, tudo na vida delas é negociável. Não tem fundamento firme, tem necessidade – e a partir dessa necessidade, do seu prazer e da sua vontade, é que elas negociam tudo. Quando alguém como Acabe, acostumado a se vender, encontra um homem como Nabote, firme e inegociável em suas convicções, o incômodo é inevitável.
Existem os Nabotes que não cedem à ansiedade, nem às pressões. Eles constroem um legado em cima de um alicerce forte, gastam tempo, vida, energia, no alicerce, que é o fundamental. O problema de quem não se preocupa com o alicerce é que, mais cedo ou mais tarde, tudo desmorona. É por isso que tantas construções ruem, famílias, casamentos, empresas, ministérios.
Então Acabe foi para casa, aborrecido e indignado porque Nabote, de Jezreel, lhe dissera: “Não te darei a herança dos meus pais”. Veja que atitude mais imatura! Acabe deitou-se na cama, virou o rosto para a parede e recusou-se a comer (1 Reis 21.4). Os Acabes da vida fazem, com facilidade, birras, tempestades em copo d’água, showzinhos. Têm a necessidade de chamar a atenção de todo mundo, e no caso do Acabe da Escritura, ele quis chamar a atenção de Jezabel. Sua mulher Jezabel entrou e lhe perguntou: “Por que você está tão aborrecido? Por que não come?” Ele respondeu-lhe: “Porque eu disse a Nabote, de Jezreel: Venda-me a sua vinha; ou, se preferir, eu lhe darei outra vinha em lugar dessa. Mas ele disse: ‘Não te darei minha vinha’” (1 Reis 21.5 e 6). Acabe fez birra, incomodou-se, porque recebeu um “não” de Nabote.
Satanás tenta reduzir a nossa vinha a uma simples horta.
Lembremo-nos de que o Senhor tirou o povo da escravidão do Egito para conduzi-lo a uma terra de vinhas, mas o coração deles ansiava pelo que se colhe na horta: pepinos, alhos-porós, melancias e melões. Desejavam aquilo que cresce rente ao chão, que exige que o homem se abaixe para colher. Enquanto isso, Deus lhes oferecia o fruto das alturas, que se alcança estendendo as mãos. Deus nos aponta para o que é elevado, mas insistimos no que está no chão, no que exige esforço para ser arrancado. Há uma diferença profunda entre aquilo que se conquista na força dos braços e aquilo que se recebe por herança do Pai.
A Terra Prometida não seria tomada pelas mãos, mas pelos pés. Pelos pés se pisa e se possui aquilo que já foi dado. É uma questão de autoridade, de fé e de entendimento, não se trata de arrancar, mas de possuir. Para compreender a profundidade dessa promessa, vale a pena voltar o olhar para Deuteronômio 6.10-11, onde o próprio Deus descreve uma terra com casas que não construíram, vinhas que não plantaram e poços que não cavaram. Jesus nos oferece algo que Ele já conquistou, e que só precisamos tomar posse. Você pisa na terra, crê e anda em conformidade.
A proposta de Acabe era transformar a vinha de Nabote em uma horta. A proposta do diabo é transformar a Igreja do Senhor, as famílias, em hortas. As vinhas apontam para vidas promissoras, para uma nova força, para a alegria do Espírito; já o mal sempre nos propõe trocar uma vida com Deus por coisas que não têm valor eterno. Nabote representa aquele que tem propósito, valores e alicerce, e que não negocia a sua herança, por melhor que qualquer proposta possa parecer.
Não queira vinhas melhores; queira a sua vinha, a herança que você recebeu!
Não troque uma vida com propósito por uma vida fundamentada em opções e ansiedades!
Não troque sua família por aventuras e fantasias!
Não negocie o seu chamado, aquilo que você sabe que Deus tem com você, o lugar que Ele o plantou para florescer!
O rei tentou negociar com um homem livre, convicto e bem fundamentado, e ouviu um “não”.
Já estamos no segundo semestre de 2026. Que escolhas você fez até aqui? Em algum momento, trocou a sua vinha por uma horta?
Deus continua à procura de Nabotes. O versículo 13 e 14 narra que Nabote foi apedrejado até a morte. Ele representa alguém que já morreu para si mesmo e, por isso, vive na paz de quem não tem mais nada a perder.
Ninguém pode tirar aquilo que é seu quando você entende o valor da sua herança deixada por Jesus. Não se vende, não se troca, não se negocia a verdade, nem aquilo que Cristo fez por você. Simplesmente não há negociação!
O Espírito Santo está à procura de homens e mulheres livres em Jesus, que construíram sua identidade n’Ele e, por isso, não negociam – porque quem é livre não negocia.
Vamos lembrar de Moisés, que nunca cogitou voltar. Pelo contrário, abriu mão da realeza. Enquanto os escravos foram libertos da servidão, Moisés se afastou da realeza. O autor de Hebreus nos diz que ele recusou ser chamado filho da filha de Faraó e, com isso, abriu mão do trono para sofrer, por um tempo, com o povo de Deus. Havia algo dentro dele que falava mais alto, e isso não estava à venda. Pela fé Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha do faraó, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres do pecado durante algum tempo. Por amor de Cristo, considerou a desonra riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa. Pela fé saiu do Egito, não temendo a ira do rei, e perseverou, porque via aquele que é invisível (Hebreus 11.24-27).
Enquanto isso, o povo, embora liberto, ainda carregava a mentalidade de escravo. Falavam em voltar, murmuravam, reclamavam e, em alguns momentos, chegaram a desejar a morte. É aí que se revela a tragédia silenciosa: foram tirados do Egito, mas o Egito não saiu de dentro deles (leia Êxodo 16.2-3; 17.3; Números 11.4-6; 14.1-4). Essa continua sendo a mentalidade de muitos. Caminham em direção à promessa, mas ainda vivem aprisionados por dentro. Carregam uma mentalidade moldada pela escassez, pelo medo, pela ansiedade. Vivem como escravos, mesmo tendo sido chamados à liberdade.
Guarde o que é seu! Não venda a sua vinha! Não permita que o inimigo transforme a sua herança em uma horta!
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Agosto de 2026 – A paz de quem já morreu, A paz de quem já morreu, A paz de quem já morreu, A paz de quem já morreu, A paz de quem já morreu... Link: Edição.
Edição de agosto de 2026

Muitos têm paz para morrer, mas a paz que o Senhor nos dá é a paz de quem já morreu.
Em Cristo, temos a paz de quem já atravessou a morte. O velho homem ficou para trás, a antiga criatura já não existe, um tempo se encerrou, uma forma de ver o mundo morreu, e também aquela perspectiva desalinhada de Deus.
O Senhor nos chama a viver uma paz tão profunda que nos permita descansar como quem entrega a vida, e despertar como quem ressuscita. Levantar-se como Cristo, com a Sua natureza, a Sua mente, o Seu olhar, o Seu propósito. Viver como Ele viveu, caminhar como Ele caminhou, deixando que, em nós, não reste vestígio do que morreu, mas apenas a vida nova que d’Ele nasceu.
Se você não aprende a morrer na sexta-feira para ressuscitar no domingo, permanecerá em escravidão. Morremos para aquilo que a Bíblia nos apresenta como perda de tempo e vida, e ressuscitamos para viver a vida de Cristo! Quando temos a perspectiva de que ressuscitamos para viver a vida de Cristo, significa que começamos a viver de verdade.
Houve um tempo em que as pessoas usavam a cruz em tudo. Faziam o sinal da cruz, marcavam tudo com ela. O motivo era mostrar que ninguém precisava temê-las, porque diante delas existia alguém que morreu e ressuscitou a partir da cruz. Era o sinal de que aquela pessoa era uma nova criatura, foi crucificada com Cristo, e quem existia antes – a velha criatura – não existe mais. Sua perspectiva é a da cruz, a do Cristo ressurreto, do Jesus que venceu a morte – e porque Ele venceu, ela também venceu.
Com o passar do tempo, passaram a demonizar a cruz. Eu mesma já fui duramente confrontada por usar um cordão com a cruz no pescoço. Ora, se a minha marca é a cruz, o que eu deveria usar? A marca de todo cristão é a cruz! Se alguém deseja seguir Jesus, precisa negar a si mesmo, tomar a sua cruz e segui-l’O. A cruz não é um adorno vazio, é identidade. É nela que a nossa vida encontra sentido, direção e verdade. Quando alguém a carrega, ainda que de forma visível, comunica uma maneira de viver e de enxergar o mundo. Isso deveria permanecer vivo em todo aquele que afirma viver a partir da cruz, como quem diz: “Você não precisa temer me contratar, trabalhar comigo, negociar comigo, morar perto de mim ou caminhar ao meu lado, porque a minha vida está fundamentada na cruz.”
(…) Acabe tinha dito a Nabote: “Dê-me a sua vinha para eu usar como horta, já que fica ao lado do meu palácio. Em troca eu lhe darei uma vinha melhor ou, se preferir, eu lhe pagarei, seja qual for o seu valor”. Nabote, contudo, respondeu: “O Senhor me livre de dar a ti a herança dos meus pais!” (1 Reis 21.1-3). Essa história foi o estopim para que Deus liberasse uma sentença sobre a casa de Acabe, e que não teria volta.
O fato de Acabe ter se entristecido e se indignado revela que não compreendeu o valor da herança que o outro recebeu. Para quem pensa assim, tudo tem preço, tudo pode ser negociado. Por isso, se aborrece quando confrontam a lógica dele. Incomoda-se quando encontra alguém que não se vende, que não troca o que é eterno por vantagens momentâneas. Para Acabe, era quase impossível compreender um homem como Nabote. E isso ainda hoje se repete, quem não entende o valor de uma herança também não compreende que há coisas que não se negociam, porque carregam um valor que não se pode medir.
Pessoas como Acabe não entendem os Nabotes da vida. Elas cedem às pressões, às circunstâncias, se intimidam, fazem o que a própria consciência diz que não deve ser feito. Vendem-se por covardia, por uma oferta, por uma vantagem, tudo na vida delas é negociável. Não tem fundamento firme, tem necessidade – e a partir dessa necessidade, do seu prazer e da sua vontade, é que elas negociam tudo. Quando alguém como Acabe, acostumado a se vender, encontra um homem como Nabote, firme e inegociável em suas convicções, o incômodo é inevitável.
Existem os Nabotes que não cedem à ansiedade, nem às pressões. Eles constroem um legado em cima de um alicerce forte, gastam tempo, vida, energia, no alicerce, que é o fundamental. O problema de quem não se preocupa com o alicerce é que, mais cedo ou mais tarde, tudo desmorona. É por isso que tantas construções ruem, famílias, casamentos, empresas, ministérios.
Então Acabe foi para casa, aborrecido e indignado porque Nabote, de Jezreel, lhe dissera: “Não te darei a herança dos meus pais”. Veja que atitude mais imatura! Acabe deitou-se na cama, virou o rosto para a parede e recusou-se a comer (1 Reis 21.4). Os Acabes da vida fazem, com facilidade, birras, tempestades em copo d’água, showzinhos. Têm a necessidade de chamar a atenção de todo mundo, e no caso do Acabe da Escritura, ele quis chamar a atenção de Jezabel. Sua mulher Jezabel entrou e lhe perguntou: “Por que você está tão aborrecido? Por que não come?” Ele respondeu-lhe: “Porque eu disse a Nabote, de Jezreel: Venda-me a sua vinha; ou, se preferir, eu lhe darei outra vinha em lugar dessa. Mas ele disse: ‘Não te darei minha vinha’” (1 Reis 21.5 e 6). Acabe fez birra, incomodou-se, porque recebeu um “não” de Nabote.
Satanás tenta reduzir a nossa vinha a uma simples horta.
Lembremo-nos de que o Senhor tirou o povo da escravidão do Egito para conduzi-lo a uma terra de vinhas, mas o coração deles ansiava pelo que se colhe na horta: pepinos, alhos-porós, melancias e melões. Desejavam aquilo que cresce rente ao chão, que exige que o homem se abaixe para colher. Enquanto isso, Deus lhes oferecia o fruto das alturas, que se alcança estendendo as mãos. Deus nos aponta para o que é elevado, mas insistimos no que está no chão, no que exige esforço para ser arrancado. Há uma diferença profunda entre aquilo que se conquista na força dos braços e aquilo que se recebe por herança do Pai.
A Terra Prometida não seria tomada pelas mãos, mas pelos pés. Pelos pés se pisa e se possui aquilo que já foi dado. É uma questão de autoridade, de fé e de entendimento, não se trata de arrancar, mas de possuir. Para compreender a profundidade dessa promessa, vale a pena voltar o olhar para Deuteronômio 6.10-11, onde o próprio Deus descreve uma terra com casas que não construíram, vinhas que não plantaram e poços que não cavaram. Jesus nos oferece algo que Ele já conquistou, e que só precisamos tomar posse. Você pisa na terra, crê e anda em conformidade.
A proposta de Acabe era transformar a vinha de Nabote em uma horta. A proposta do diabo é transformar a Igreja do Senhor, as famílias, em hortas. As vinhas apontam para vidas promissoras, para uma nova força, para a alegria do Espírito; já o mal sempre nos propõe trocar uma vida com Deus por coisas que não têm valor eterno. Nabote representa aquele que tem propósito, valores e alicerce, e que não negocia a sua herança, por melhor que qualquer proposta possa parecer.
Não queira vinhas melhores; queira a sua vinha, a herança que você recebeu!
Não troque uma vida com propósito por uma vida fundamentada em opções e ansiedades!
Não troque sua família por aventuras e fantasias!
Não negocie o seu chamado, aquilo que você sabe que Deus tem com você, o lugar que Ele o plantou para florescer!
O rei tentou negociar com um homem livre, convicto e bem fundamentado, e ouviu um “não”.
Já estamos no segundo semestre de 2026. Que escolhas você fez até aqui? Em algum momento, trocou a sua vinha por uma horta?
Deus continua à procura de Nabotes. O versículo 13 e 14 narra que Nabote foi apedrejado até a morte. Ele representa alguém que já morreu para si mesmo e, por isso, vive na paz de quem não tem mais nada a perder.
Ninguém pode tirar aquilo que é seu quando você entende o valor da sua herança deixada por Jesus. Não se vende, não se troca, não se negocia a verdade, nem aquilo que Cristo fez por você. Simplesmente não há negociação!
O Espírito Santo está à procura de homens e mulheres livres em Jesus, que construíram sua identidade n’Ele e, por isso, não negociam – porque quem é livre não negocia.
Vamos lembrar de Moisés, que nunca cogitou voltar. Pelo contrário, abriu mão da realeza. Enquanto os escravos foram libertos da servidão, Moisés se afastou da realeza. O autor de Hebreus nos diz que ele recusou ser chamado filho da filha de Faraó e, com isso, abriu mão do trono para sofrer, por um tempo, com o povo de Deus. Havia algo dentro dele que falava mais alto, e isso não estava à venda. Pela fé Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha do faraó, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres do pecado durante algum tempo. Por amor de Cristo, considerou a desonra riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa. Pela fé saiu do Egito, não temendo a ira do rei, e perseverou, porque via aquele que é invisível (Hebreus 11.24-27).
Enquanto isso, o povo, embora liberto, ainda carregava a mentalidade de escravo. Falavam em voltar, murmuravam, reclamavam e, em alguns momentos, chegaram a desejar a morte. É aí que se revela a tragédia silenciosa: foram tirados do Egito, mas o Egito não saiu de dentro deles (leia Êxodo 16.2-3; 17.3; Números 11.4-6; 14.1-4). Essa continua sendo a mentalidade de muitos. Caminham em direção à promessa, mas ainda vivem aprisionados por dentro. Carregam uma mentalidade moldada pela escassez, pelo medo, pela ansiedade. Vivem como escravos, mesmo tendo sido chamados à liberdade.
Guarde o que é seu! Não venda a sua vinha! Não permita que o inimigo transforme a sua herança em uma horta!
Bispa Cléo Ribeiro Rossafa
Líder Espiritual do Ministério Mudança de Vida



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