A parábola do Bom Samaritano fala do confronto entre a religiosidade vazia e a compaixão verdadeira, entre o conhecimento teórico da Lei e a prática do amor. É uma passagem que expõe o coração do homem e revela como Deus redefine o conceito de “próximo” – A sua perspectiva é o seu mundo.

A cena começa com um intérprete da Lei, como um advogado conhecedor da Constituição, que se aproxima de Jesus e pergunta, “Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”. Jesus devolve a ele a própria Lei, e o homem responde corretamente, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Porém, a inquietação do intérprete revela a intenção de justificar-se, delimitar o conceito de próximo, restringir sua responsabilidade. É então que Jesus narra a parábola.

Um homem descia de Jerusalém para Jericó, caminho perigoso, íngreme, conhecido por assaltos. Ele foi atacado, espancado e deixado quase morto pelos assaltantes. Três figuras passam por ele, pelo mesmo caminho, um sacerdote, um levita e, por fim, um samaritano.

O sacerdoterepresentante máximo do culto, vê o homem ferido e passa adiante. O levita, auxiliar do templo, faz o mesmo. Ambos vivem para o serviço religioso, mas não se permitem tocar na dor alheia; estão tão ocupados em preservar a própria pureza ritual que se tornam impuros em essência. A parábola mostra um problema muito atual, é possível exercer funções sagradas e, ao mesmo tempo, ignorar a dor próximo.

Mas então vem o samaritano, figura desprezada, considerada impura e herege pelos judeus. É justamente esse homem, socialmente rejeitado, que se aproxima do ferido e é movido por compaixão. Ele vê, se aproxima, toca, trata, cuida, investe, se compromete. O amor dele é o amor na prática, é sacrifício, é interrupção da própria caminhada para salvar alguém que jamais poderia retribuir.

A compaixão do samaritano foi completa. Ele derramou azeite e vinho sobre as feridas, colocou o homem sobre o próprio animal, levou-o à hospedaria, pagou as despesas e ainda prometeu voltar. É uma responsabilidade contínua

Jesus encerrou a parábola com uma pergunta desconcertante: “Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?”. A resposta foi inevitável: “O que usou de misericórdia para com ele”. E Jesus conclui: “Vai e faze da mesma maneira”.

Nessa parábola, há três perspectivas, e a maneira como você vê as coisas, o mundo, é a maneira como você age. Vamos considerar primeiro a perspectiva dos assaltantes: o que você tem é meu; eu quero o que você possui e não importa o que eu tenha de fazer para obter. Muitos podem pensar, “Estou livre disso, não sou um assaltante”. Então, retomemos essa perspectiva sob o olhar de uma criança. Ela olha para algo e diz, “Eu quero isso, isso é meu; aquilo com que você se diverte é meu”. O que poucos percebem é que, quando uma criança toma algo de outra, ela manifesta uma atitude semelhante à de um ladrão. Ou seja, todos nós nascemos com essa inclinação, pois a inclinação dos pensamentos do coração humano é sempre e somente para o mal. A Bíblia nos orienta a retirar a insensatez da criança, ensinando-a a trilhar o caminho de Deus e a honrar os princípios e valores bíblicos.

Imagine a cena com calma. Um pai entra com o filho pequeno no McDonald’s. Paga tudo, lanche, refrigerante, brinde e, claro, o pacotinho de batatas fritas que o menino mais ama. Sentam-se à mesa. O garoto segura o pacote como se fosse o bem mais precioso da Terra. Abre, cheira, sorri, começa a comer uma por uma. O pai, só por carinho, estende a mão e pega uma única batata do pacote do filho. 

Imediatamente o menino dá um tapinha na mão dele e diz, com toda a convicção do mundo:

— Não, papai! Essa batata é minha!

O pai não briga, não discute. Apenas sorri por fora, mas por dentro algo se ilumina. Naquele segundo, o pai percebe algo revelador, “Ele ainda não enxerga. Essa batata só existe na mão dele porque eu quis. Fui eu que trabalhei, ganhei o dinheiro, trouxe ele aqui, fiz o pedido, paguei no caixa. Se eu quisesse, compraria dez pacotes agora mesmo e colocava todos diante dele. Ele só tem essa única batatinha porque eu decidi dar. E mesmo assim, por um pedacinho frito de batata, ele bate na minha mão e diz ‘é minha’.”

A criança fala assim porque essa é a perspectiva dela. O mundo, naquele momento, começa e termina no pacotinho vermelho que segura. Ela ainda não consegue ver a origem de tudo, o amor que planejou, o esforço que pagou, a vontade que entregou. E é exatamente aí que o pai percebe o espelho perfeito da nossa relação com Deus. 

Nós temos sido essa criança todos os dias.

Deus nos dá a vida, o fôlego, a saúde, a família, o trabalho, o pão, o teto, o sol de manhã, o sono à noite, os livramentos que nem contamos. Tudo vem d’Ele. Ele pode, num sopro, nos dar rios transbordantes de bênçãos. E ainda assim, quando Ele apenas toca de leve em algo que achamos que “é nosso”, nosso tempo, nosso dinheiro, nossos planos, nossos afetos, nós “batemos” na mão d’Ele e dizemos, com o coração miúdo de orgulho de uma criança de cinco anos: 

— Não, Senhor! Isso aqui é meu!

Enquanto isso, o Pai apenas nos olha com o mesmo sorriso silencioso e paciente daquele pai no McDonald’s, esperando o dia em que finalmente cresceremos o bastante para abrir a mão, erguer os olhos e dizer: “Pai, pode pegar todas as batatas que quiser. Na verdade, o pacote inteiro sempre foi Seu. Eu só estava segurando para o Senhor.” 

A criança só pôde viver aquele momento porque o pai a levou, pagou e proporcionou a experiência; e agora, o desejo do pai é que ela compartilhe, não a batata com ele, pois o pai pode comprar a sua própria batata, mas que compartilhe aquele instante único. 

A perspectiva do ladrão é, “Eu apenas quero, não me importo com você e vou tomar o que é seu”. A perspectiva do sacerdote e do levita é, “Não é problema meu. Sinto vê-lo machucado, nessas condições limitadas, mas não quero me envolver. Já tenho os meus problemas… Hoje vou cantar no louvor, vou pregar sobre caridade e amor; não tenho tempo para parar e atender à sua necessidade”. Na perspectiva do samaritano, porém, há algo maior, ele não pode resistir ao que está vendo, porque a dor do outro se impõe a ele. Afinal, o que é a vida, se não for vivida para ajudar quem cruza o nosso caminho? O que ele possui existe para ser usado para algo maior. Ele não pode passar pelo mesmo caminho que o outro percorreu e ser insensível à sua dordeseja compartilhar a vida que recebeu, ajudando aquele que estava largado na estrada a ter sua vida restaurada

O que é importante para a sua vida? Talvez sua primeira resposta seja a fé. Mas a resposta ideal seria a perspectiva, porque sua perspectiva é o seu mundo. A maneira como você enxerga o mundo e as pessoas é a maneira como você reage. Você faz o que faz e como faz por causa da perspectiva que tem; mudar a perspectiva significa agir de forma diferente

Tudo o que Deus nos dá, dons, talentos, habilidades que Ele nos ajuda a desenvolver, recursos, só temos porque Ele nos concedeunos abençoou

É interessante observar as mentalidades. Numa mesma situação, alguém com mentalidade de riqueza vê oportunidades; já alguém com mentalidade de pobreza só vê dificuldades. O quadro econômico da nossa Nação é o mesmo, a crise é a mesma para todos; porém, alguns enxergam uma grande oportunidade, enquanto outros enxergam o fim de tudo

Muitos ainda carregam a perspectiva de propriedade de uma criança e não buscam a libertação por intermédio do conhecimento da Palavra. O que é meu não é meu; devo compartilhar, porque não é para parar em mim. Só temos o que temos porque o Pai nos proporciona tudo para um propósito. “Eu fiz a terra, os seres humanos e os animais que nela estão, com o meu grande poder e com meu braço estendido, e eu a dou a quem eu quiser” (Jeremias 27.5)

Qual é a sua perspectiva? Na verdade, temos a tendência de assumir mais a dos ladrões, do sacerdote e do levita do que a do samaritano. Por que Deus daria mais a alguém cuja perspectiva é a dos ladrões ou a do sacerdote e dos levitas, que não permitem que nada flua, pois tudo sempre termina neles?

Eu abençoo sua vida em nome de Jesus. 

———————————————————–

Março de 2026 – A sua perspectiva é o seu mundo, A sua perspectiva é o seu mundo, A sua perspectiva é o seu mundo, A sua perspectiva é o seu mundo Link: Edição.

Edição de Março de 2026

PALAVRA DE

Vida e Fé:

A sua perspectiva é o seu mundo

A sua perspectiva

é o seu mundo

A parábola do Bom Samaritano fala do confronto entre a religiosidade vazia e a compaixão verdadeira, entre o conhecimento teórico da Lei e a prática do amor. É uma passagem que expõe o coração do homem e revela como Deus redefine o conceito de “próximo”.

A cena começa com um intérprete da Lei, como um advogado conhecedor da Constituição, que se aproxima de Jesus e pergunta, “Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”. Jesus devolve a ele a própria Lei, e o homem responde corretamente, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Porém, a inquietação do intérprete revela a intenção de justificar-se, delimitar o conceito de próximo, restringir sua responsabilidade. É então que Jesus narra a parábola.

Um homem descia de Jerusalém para Jericó, caminho perigoso, íngreme, conhecido por assaltos. Ele foi atacado, espancado e deixado quase morto pelos assaltantes. Três figuras passam por ele, pelo mesmo caminho, um sacerdote, um levita e, por fim, um samaritano.

O sacerdoterepresentante máximo do culto, vê o homem ferido e passa adiante. O levita, auxiliar do templo, faz o mesmo. Ambos vivem para o serviço religioso, mas não se permitem tocar na dor alheia; estão tão ocupados em preservar a própria pureza ritual que se tornam impuros em essência. A parábola mostra um problema muito atual, é possível exercer funções sagradas e, ao mesmo tempo, ignorar a dor próximo.

Mas então vem o samaritano, figura desprezada, considerada impura e herege pelos judeus. É justamente esse homem, socialmente rejeitado, que se aproxima do ferido e é movido por compaixão. Ele vê, se aproxima, toca, trata, cuida, investe, se compromete. O amor dele é o amor na prática, é sacrifício, é interrupção da própria caminhada para salvar alguém que jamais poderia retribuir.

A compaixão do samaritano foi completa. Ele derramou azeite e vinho sobre as feridas, colocou o homem sobre o próprio animal, levou-o à hospedaria, pagou as despesas e ainda prometeu voltar. É uma responsabilidade contínua

Jesus encerrou a parábola com uma pergunta desconcertante: “Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?”. A resposta foi inevitável: “O que usou de misericórdia para com ele”. E Jesus conclui: “Vai e faze da mesma maneira”.

Nessa parábola, há três perspectivas, e a maneira como você vê as coisas, o mundo, é a maneira como você age. Vamos considerar primeiro a perspectiva dos assaltantes: o que você tem é meu; eu quero o que você possui e não importa o que eu tenha de fazer para obter. Muitos podem pensar, “Estou livre disso, não sou um assaltante”. Então, retomemos essa perspectiva sob o olhar de uma criança. Ela olha para algo e diz, “Eu quero isso, isso é meu; aquilo com que você se diverte é meu”. O que poucos percebem é que, quando uma criança toma algo de outra, ela manifesta uma atitude semelhante à de um ladrão. Ou seja, todos nós nascemos com essa inclinação, pois a inclinação dos pensamentos do coração humano é sempre e somente para o mal. A Bíblia nos orienta a retirar a insensatez da criança, ensinando-a a trilhar o caminho de Deus e a honrar os princípios e valores bíblicos.

Imagine a cena com calma. Um pai entra com o filho pequeno no McDonald’s. Paga tudo, lanche, refrigerante, brinde e, claro, o pacotinho de batatas fritas que o menino mais ama. Sentam-se à mesa. O garoto segura o pacote como se fosse o bem mais precioso da Terra. Abre, cheira, sorri, começa a comer uma por uma. O pai, só por carinho, estende a mão e pega uma única batata do pacote do filho. 

Imediatamente o menino dá um tapinha na mão dele e diz, com toda a convicção do mundo:

— Não, papai! Essa batata é minha!

O pai não briga, não discute. Apenas sorri por fora, mas por dentro algo se ilumina. Naquele segundo, o pai percebe algo revelador, “Ele ainda não enxerga. Essa batata só existe na mão dele porque eu quis. Fui eu que trabalhei, ganhei o dinheiro, trouxe ele aqui, fiz o pedido, paguei no caixa. Se eu quisesse, compraria dez pacotes agora mesmo e colocava todos diante dele. Ele só tem essa única batatinha porque eu decidi dar. E mesmo assim, por um pedacinho frito de batata, ele bate na minha mão e diz ‘é minha’.”

A criança fala assim porque essa é a perspectiva dela. O mundo, naquele momento, começa e termina no pacotinho vermelho que segura. Ela ainda não consegue ver a origem de tudo, o amor que planejou, o esforço que pagou, a vontade que entregou. E é exatamente aí que o pai percebe o espelho perfeito da nossa relação com Deus. 

Nós temos sido essa criança todos os dias.

Deus nos dá a vida, o fôlego, a saúde, a família, o trabalho, o pão, o teto, o sol de manhã, o sono à noite, os livramentos que nem contamos. Tudo vem d’Ele. Ele pode, num sopro, nos dar rios transbordantes de bênçãos. E ainda assim, quando Ele apenas toca de leve em algo que achamos que “é nosso”, nosso tempo, nosso dinheiro, nossos planos, nossos afetos, nós “batemos” na mão d’Ele e dizemos, com o coração miúdo de orgulho de uma criança de cinco anos: 

— Não, Senhor! Isso aqui é meu!

Enquanto isso, o Pai apenas nos olha com o mesmo sorriso silencioso e paciente daquele pai no McDonald’s, esperando o dia em que finalmente cresceremos o bastante para abrir a mão, erguer os olhos e dizer: “Pai, pode pegar todas as batatas que quiser. Na verdade, o pacote inteiro sempre foi Seu. Eu só estava segurando para o Senhor.” 

A criança só pôde viver aquele momento porque o pai a levou, pagou e proporcionou a experiência; e agora, o desejo do pai é que ela compartilhe, não a batata com ele, pois o pai pode comprar a sua própria batata, mas que compartilhe aquele instante único. 

A perspectiva do ladrão é, “Eu apenas quero, não me importo com você e vou tomar o que é seu”. A perspectiva do sacerdote e do levita é, “Não é problema meu. Sinto vê-lo machucado, nessas condições limitadas, mas não quero me envolver. Já tenho os meus problemas… Hoje vou cantar no louvor, vou pregar sobre caridade e amor; não tenho tempo para parar e atender à sua necessidade”. Na perspectiva do samaritano, porém, há algo maior, ele não pode resistir ao que está vendo, porque a dor do outro se impõe a ele. Afinal, o que é a vida, se não for vivida para ajudar quem cruza o nosso caminho? O que ele possui existe para ser usado para algo maior. Ele não pode passar pelo mesmo caminho que o outro percorreu e ser insensível à sua dordeseja compartilhar a vida que recebeu, ajudando aquele que estava largado na estrada a ter sua vida restaurada

O que é importante para a sua vida? Talvez sua primeira resposta seja a fé. Mas a resposta ideal seria a perspectiva, porque sua perspectiva é o seu mundo. A maneira como você enxerga o mundo e as pessoas é a maneira como você reage. Você faz o que faz e como faz por causa da perspectiva que tem; mudar a perspectiva significa agir de forma diferente

Tudo o que Deus nos dá, dons, talentos, habilidades que Ele nos ajuda a desenvolver, recursos, só temos porque Ele nos concedeunos abençoou

É interessante observar as mentalidades. Numa mesma situação, alguém com mentalidade de riqueza vê oportunidades; já alguém com mentalidade de pobreza só vê dificuldades. O quadro econômico da nossa Nação é o mesmo, a crise é a mesma para todos; porém, alguns enxergam uma grande oportunidade, enquanto outros enxergam o fim de tudo

Muitos ainda carregam a perspectiva de propriedade de uma criança e não buscam a libertação por intermédio do conhecimento da Palavra. O que é meu não é meu; devo compartilhar, porque não é para parar em mim. Só temos o que temos porque o Pai nos proporciona tudo para um propósito. “Eu fiz a terra, os seres humanos e os animais que nela estão, com o meu grande poder e com meu braço estendido, e eu a dou a quem eu quiser” (Jeremias 27.5)

Qual é a sua perspectiva? Na verdade, temos a tendência de assumir mais a dos ladrões, do sacerdote e do levita do que a do samaritano. Por que Deus daria mais a alguém cuja perspectiva é a dos ladrões ou a do sacerdote e dos levitas, que não permitem que nada flua, pois tudo sempre termina neles?

Eu abençoo sua vida em nome de Jesus. 

Bispa Cléo Ribeiro Rossafa

Líder Espiritual do Ministério Mudança de Vida